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economia · 02 de julho de 2026

Bahia cria mais de 7 mil empregos em maio — e o dado de Santa Cruz Cabrália foge do esperado

Bahia cria mais de 7 mil empregos em maio — e o dado de Santa Cruz Cabrália foge do esperado

A Bahia registrou 7.159 novos empregos com carteira assinada em maio, segundo o Novo Caged, e Santa Cruz Cabrália surpreendeu ao ficar em 2º lugar no ranking estadual — um resultado puxado pelo turismo justamente em plena baixa temporada na região.

O Novo Caged registrou 7.159 novos empregos com carteira assinada na Bahia em maio, com alta em todos os principais setores da economia. Salvador liderou o ranking estadual, com 2.956 vagas, mas o resultado que chama atenção na nossa região foi Santa Cruz Cabrália, em 2º lugar no estado, com 674 postos — impulsionados por turismo, hotelaria, comércio e construção civil. Porto Seguro também aparece entre os destaques, com 341 novas vagas. O detalhe que chama atenção: maio é considerado baixa temporada no litoral sul da Bahia. Um salto expressivo de contratações em turismo e hotelaria justamente fora do pico turístico foge do padrão sazonal que a região costuma seguir. Isso levanta perguntas que os números do Caged, sozinhos, não respondem: 🔸 De onde vieram essas vagas, se não é temporada de turistas? Pode ser preparação antecipada para a alta temporada, obras e reformas em hotéis, ou mudança na forma como o setor está contratando. 🔸 É sinal de profissionalização do turismo local? Contratações fora do pico podem indicar que empresas estão trocando mão de obra informal ou temporária por vínculos mais estáveis — o que seria uma notícia positiva para os trabalhadores da região. 🔸 Emprego, sim — mas com que salário? O Caged mostra volume de contratações, não a faixa salarial. Sem esse dado, não é possível avaliar se são vagas que sustentam famílias ou empregos de baixa remuneração. 🔸 Por que cidades pequenas como Jussiape e Paripiranga entraram no topo do ranking estadual? Vale entender se é crescimento real do município ou concentração de contratações em poucas empresas. O número é positivo à primeira vista. Mas a pergunta que fica — e que pretendemos apurar com a Secretaria de Turismo e o setor hoteleiro local — é o que está por trás desse resultado fora do padrão sazonal da região.